Resgatando e Vivendo o Sonho

2019-02-25

Resgatando e Vivendo o Sonho

Qual seria o sonho dos profissionais que intervêm com famílias quando começaram a trabalhar nessa área?

“Seja no Porto, Lisboa, Portalegre, Alter do Chão, Ribeira de Pena ou noutro qualquer ponto país, verificamos que os técnicos oscilam frequentemente entre o desânimo e a esperança de que, como que por um passe de magia, um dia as coisas acontecerão de um modo diferente. Conseguimos identificar no seu discurso crenças que influenciam o seu trabalho – umas limitadoras outras potenciadoras. E, no nosso contacto com eles usamos esse material poderosíssimo para os apoiar a introduzir as mudanças que desejam. (...)

Os técnicos com quem nos cruzamos de norte a sul do país, intervêm junto de famílias multi-intervencionadas, habitualmente já muito conhecidas de todos e que, regra geral, já estão rotuladas. É como se houvesse um conjunto de crenças limitadoras que impedem a mudança de atitude e comportamento... do técnico! Pois já é sabido à partida o que acontecerá – como a família reagirá, o que dirá, o que fará, como se comportará... É como se de uma dança se tratasse, em que cada elemento do par já sabe o passo que o outro dará e o passo que tem que dar para que a dança se mantenha coordenada. (...)

Ora bem, se as crenças limitadoras travam, em certa medida, o trabalho junto das famílias, as crenças potenciadoras serão óptimos impulsionadores da mudança. (...)

Inspiradas no trabalho da Byron Katie, costumamos pedir aos técnicos que questionem os seus pensamentos. (...)

Por vezes, “sair” do pensamento e ganhar distanciamento pode ser o suficiente para perceber que ele não é verdadeiro e que apenas serve para impedir a concretização dos objectivos. Mas quando se acredita mesmo nele (e é muito fácil isso acontecer pois as crenças adquirem-se ao longo do tempo na interacção com os outros em vários contextos), nesse caso, gostamos de desafiar as pessoas a imaginarem como seria o seu dia a dia sem esse pensamento. Esta pergunta aponta para onde se quer caminhar, o que se pretende alcançar, o se que quer verdadeiramente se não existirem travões a limitar. 

“O primeiro passo para que aconteçam as coisas que queres é desejá-las, mas a seguir deves imaginá-las” (Josep López Romero).”

(Em “Family Coaching: 36 desafios para pais extraordinários”, 3ª edição, Texto Editora. Janeiro 2017)

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