Ser Um Porto seguro

2020-11-11

Ser Um Porto seguro

Os pais e as mães gostam muitíssimo dos seus filhos. Querem o melhor para eles e esse desejo, por vezes, faz com que queiram resolver as situações por eles, num desejo quase secreto de lhes evitar o sofrimento.

“A maior lição, para mim, foi aperceber-me de que o meu papel de mãe não é apressar-me a resolver todos os problemas dos meus filhos. É, em vez disso, estar lá para os apoiar, ser o seu porto seguro ou o lugar de confiança em que podem libertar quaisquer frustrações no seu dia.” (Simone Davies in “A criança Montessori, de 1 a 3 anos”)

Os pais e as mães gostam muitíssimo dos seus filhos. Querem o melhor para eles e esse desejo, por vezes, faz com que queiram resolver as situações por eles, num desejo quase secreto de lhes evitar o sofrimento. E está tudo bem! E, por isso hoje, o nosso convite é para Parar e pensar sobre o papel que cada um - pai e mãe - quer ter junto dos filhos.

Os tempos voltam a ser desafiantes. A tensão continua no ar. Há informação e contra-informação acerca dos tempos presentes que o mundo vive e, por isso parece que ainda faz mais sentido perguntar: “que papel quer ter junto dos seus filhos?”

O autor Daniel Siegel fala-nos da importância de nos ligarmos emocionalmente à criança/jovem, ao que ela sente; empatizar com as suas emoções. Validar o que sente: “Percebo que sintas medo quando…” ; “Estás zangado porque o teu amigo…”

Empatizar com o que o seu filho sente é uma forma de se ligar e conectar com ele.

Claro que também pode aproveitar para “olhar para dentro” e ir perguntando a si próprio o que está a sentir, que sentimentos e emoções despertam em si determinada situação ou pessoa. Dar nome ao que sente poderá ser uma aprendizagem útil no momento de apoiar o seu filho a identificar o que sente :-)

Perante este convite pode pensar se quer dar-lhe as respostas; se quer ir com ele à procura de respostas ou (se for mais velho) desafiá-lo a encontrar as respostas.

Esta questão pode ser também encarada como uma oportunidade para construir um espaço de comunicação na família - será que faria sentido criar momentos em que a família se reúne para conversar sobre diferentes temas? As famílias são todas únicas e especiais e estes momentos podem ser variados - o jantar, a hora de ir deitar, numa caminhada ao ar livre...

Quer resolver por ele ou quer ser o seu guia? Será que umas vezes resolve por ele e noutras alturas é seu guia?

De acordo com Simone Davies (in “A criança Montessori, de 1 a 3 anos”) “Um guia dá espaço à criança para que ela resolva por ela própria; está disponível quando é necessário; é respeitador, amável e claro; ajudará a criança a assumir a responsabilidade quando necessário; proporciona um ambiente rico e seguro para explorar; ouve; dá resposta em vez de reagir”.

Para nós, aqui na Family Coaching, uma coisa é certa - os pais são os maiores especialistas na sua família e gostam muitíssimo dos seus filhos, querem o melhor para eles e por isso importa lembrá-los de que estão a fazer o seu melhor possível! Com curvas e contra-curvas; com avanços e recuos; com erros e com sucessos… Sempre caminhando, parando e pensando para ir ajustando o GPS da Paternidade e da Maternidade.

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Family Coaching

Somos um projecto que desenvolve a sua actividade na área do coaching aplicado ao contexto familiar. A nossa principal actividade centra-se no coaching parental enquanto metodologia e recurso quer para as famílias quer para todo o ecossistema comunitário e familiar: trabalhamos com Famílias e para a Comunidade.

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