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Como se motiva para estudar pelo prazer em si?

8 de Março, 2012

Perante a nossa afirmação: “Os pais que estão mais focados na aprendizagem conseguem que os seus filhos tenham melhores notas”, uma mãe questionou: “E como é que isso se faz alguém me explica? Preciso de coaching :) Como se motiva para estudar pelo saber em si? Porque temos crianças que gostam realmente de aprender e outras que não e pronto. Como tiramos “pronto” desta frase?

Obrigada pela pergunta. Esta é uma questão que inquieta muitos pais e mães (e até professores) com que nos cruzamos diariamente.

Para começar, gostaria de colocar uma questão e a partir daí procurarmos o caminho a seguir. Será que existe alguma criança no mundo que não goste realmente de aprender?

Eu arriscaria que o que geralmente se quer é que todas as crianças aprendam as mesmas coisas e da mesma forma. A escola tem os programas para cumprir. A maior parte das vezes a forma de ensinar não é diferenciada. À criança cabe “encaixar” (ou nem por isso) no que lhe é proposto. E o problema pode surgir aí – a criança que parece não se interessar por nada, que muitas vezes é seguido de insucessos académicos, “terminado” com a ideia de que a criança “não é boa em nada”.

Antes de avançar, pergunto-lhe: “Que papel, como Mãe quer ter, já que os programas são para cumprir e o trabalho de ensinar cabe aos professores?”

Alguns pais referem que “parece-me que o meu filho não se interessa mesmo por nada”. Agarrados a esta ideia é mais difícil encontrar áreas de interesse para além das escolares (às vezes existem mas não são valorizadas – o que fará com que seja dada menos importância a essas “outras áreas”?). Para começar a inverter o ciclo, pense nalguma coisa que o seu filho realmente aprecie. Como é que ele faz quando está perante esse objecto ou situação? Por exemplo, se apreciar jogar no computador, ele tem que aprender a jogá-los! Como faz isso? Se for cozinhar, ele tem que aprender a cozinhar! Como é que ele faz isso? Se for tirar fotografias, ele tem que aprender a tirá-las! Se for… Poderemos continuar a lista e ela seria, certamente, muito extensa.

Proponho algumas pistas para reflexão e que poderão ajudá-la a descobrir o seu caminho:

- Do tempo que semanalmente tem para estar com a criança, quanto tempo quer gastar em tarefas relacionadas directamente com a escola (TPC’s, estudar…) e quanto tempo quer dedicar a fazer coisas que a criança goste, seja boa, tenha prazer? Em que dias da semana poderão acontecer cada um “dos tempos”?

- Peça à criança para dizer actividades que gosta de fazer (se for mais velha pode pedir-lhe que as escreva e podem escolher um sitio para afixar o documento). Pode ser ir ao cinema, brincar com amigos, ficar no sofá a ver televisão, ir andar de bicicleta, ir comprar roupa… Vale tudo! Conhece o seu filho como ninguém poderá apoiá-lo a descobrir muitas coisas. Será também um momento excelente para o ouvir. Quando nos aceitam e nos acolhem, sentimo-nos mais à vontade para partilhar o que nos vai no coração. Acha que o seu filho aceitaria este desafio? Como poderá descobrir o que ele realmente aprecia?

- Recordar os sucessos aumenta a auto-confiança e dá-nos asas para voar. Podem procurar lembrar-se de situações em que fizeram algumas das actividades enunciadas anteriormente, em que foi bom, em que se conseguiu superar desafios. Há muitas formas de o fazer – dialogando, vendo fotografias da ocasião, fazendo um jogo de adivinhas (em que um relata a situação – local, pessoas envolvidas, sensações, emoções…; e o outro tem que adivinhar). Basta dar largas à imaginação. O que faz sentido lá por casa?

- Uma vez identificadas as áreas de interesse, há que “ir atrás”, aprofundá-las, utilizá-las como um catalizador para desenvolver o gosto pela aprendizagem. Deixo-lhe algumas ideias como inspiração mas depois, pensando no seu filho (único, especial, cheio de interesses e talentos) terá que dar largas à imaginação e criar mais soluções.

  • Imagine uma criança que gosta de jogos. Pode pedir-lhe que crie um “quiz” de uma área de interesse (ex: história, música, ciências, geografia, culinária, futebol…) que depois toda a família poderá jogar. Como pôr esta ideia em prática? A criança fará vários cartões com perguntas (1 cartão – 1 pergunta). Em cada cartão, para alem da pergunta, deverão estar 3 ou 4 respostas possíveis e em baixo deverá estar assinalada a resposta (opção) certa. Para criar o jogo, a criança terá que ler a matéria/informação, saber fazer perguntas e saber a resposta (e ainda tem que escrever o que ajuda à memorização). Podem constituir-se 2 equipas. A equipa A tira o cartão, lê a pergunta e a equipa B tem que responder. Depois inverte-se. Vão-se contabilizando os pontos. Imagine que a criança gosta de escrever no computador. Pode fazer o jogo utilizando esse recurso. Importante, importante – o momento de jogar (é a apresentação do resultado, do produto final). Se o jogo criado não for adequado para toda a familia, será que pode ser um momento especial de Mãe – filho?

Deixo-lhe ainda uma sugestão de leitura (um artigo a propósito do livro “Todas as criança spodem ser um Einstein”) e ideias de como pode criar tempos especiais para cada um dos filhos.

Se necessitar de mais apoio, poderá contatar-nos através do geral@familycoaching.pt

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Pais e professores: uma parceria que vale a pena!

15 de Fevereiro, 2012

Tenho um filho e 11 anos, adotado aos 10 e com um passado bastante traumatico. É uma criança com dificuldades de aprendizagem pois segundo a minha analise tem muita falta de bases e nunca foi devidamente apoiado nos primeiros anos de ensino. Frequenta o 6º ano de escolaridade.
O meu filho tem feito muitos progressos, principalmente a nivel de comportamento e atitude. Mas agora estou a ficar bastante procupada pois se no inicio pensava que tudo se resumia à fase inicial da adaptação agora parece que continua com muita dificuldade em assumir regras de comportamento dentro da sala de aula e em concentrar-se. Em casa tem uma atitude que consideramos normal, mas na escola há sempre queixas por parte dos professores. Nada de gravidade extrema mas acima de tudo de ter que ser chamado à atenção várias vezes.
É um bom menino, muito carinhoso mas com uma certa dificuldade em cumprir regras e até em aceitar responsabilidades.    
Gostava de “ouvir” as vossas palavras experientes pois queremos muito ajuda-lo a superar as suas dificuldades. Acredito que temos dado o nosso melhor e sabemos que ele também se tem esforçado muito por melhorar. Mas, ainda assim ele está a ser prejudicado na escola, tanto a nivel do rendimento escolar como ao nivel da atitude dos professores para com ele.  Conversamos muito com ele, fazemos-lhe ver as coisas duma forma positiva mas parece que não está a resultar. Estou a começar a ficar ansiosa e percebo que isso não ajuda. P.C.

Obrigada pelo seu pedido de ajuda. Podemos, como é nosso hábito, fazer-lhe algumas perguntas que a poderão ajudar a decidir que passo quer dar a seguir…

Antes de mais gostaria de lhe perguntar a quem, na sua opinião, pertence o problema que nos relata? Quem é que tem um problema? A escola? Os professores? A P.? O seu filho?

Se houver mais do que uma pessoa para quem esta situação é um problema, convém definir muito bem qual é o problema. Por exemplo se a P. disser que para si há um problema, como o definiria? E se sentir que para o seu filho existe um problema como o poderá definir?

Vou ainda fazer-lhe uma outra pergunta: o que acontece ao seu filho quando não cumpre as regras ou não se concentra na sala de aula? Que consequências terá desse comportamento?

Mais uma questão muito importante: quando a P. fala em fase de adaptação inicial, quanto tempo imaginou que essa adaptação poderia demorar? Acha que a sua estimativa poderia estar errada? A adaptação de que fala é a quê? E se o seu filho precisar da “vida toda” para se adaptar? O que acontecerá? Como quer apoiá-lo?

Por último: quando diz que está a ficar ansiosa, percebo que sente medo: muitas vezes o medo é dfícil de aceitar, reconhecer e identificar. Consegue descobrir e verbalizar o seu medo?

Quero ainda dizer-lhe qual é a parte mais importante do seu email:

O meu filho tem feito muitos progressos, principalmente a nivel de comportamento e atitude

É um bom menino, muito carinhoso

Lembre-se disto com frequência! Faça uma lista das qualidades e dos progresso do seu filho (tente ser específica com os progressos – antes fazia assim, agora faz desta maneira…)  para reler de vez em quando e partilhe-a com ele!

Estamos por aqui se necessitar de mais apoio.

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Vencedores Oferta Family Coaching

16 de Dezembro, 2011

Já encontrámos as vencedoras da Oferta de Natal Family Coaching! AS frases que recebem as nossas ofertas são as seguintes:

O que faz de mim uma mãe extraordinária é a capacidade de me aceitar com as minhas imperfeições e limitações neste grande desafio da vida! Não pretendo ser a melhor mãe do mundo. Entrego-me ao meu filho de coração aberto, dou o meu melhor e isso basta! O seu olhar de cumplicidade e o seu sorriso contagiante fazem milagres… fazem-me sentir muito especial e isso para mim é tudo! A.S.S.

e

O que faz de mim uma mãe extraordinária é conseguir, por vezes, transformar momentos de stress em momentos divertidos! S.P.

Cada uma das autoras das frases vencedoras irá receber um voucher Family Coaching, que dará direito a um processo de coaching por email (6 emails) ou a uma sessão de coaching por telefone com a duração de 1 hora. Cada uma das vencedora poderá escolher o seu prémio destas duas alternativas.

Obrigada a todas as mães extraordinárias pela participação!

O que fará de mim talvez uma Mãe maravilhosa? Não ser a melhor das pessoas, mas esforçar-me para ser um exemplo bom para o meu Filho e dar-lhe o melhor, mesmo de mim.
S. M.M.(Facebook)

Tentar pôr-me sempre no lugar deles para perceber reacções, dar respostas, motivar, ajudar….
J.V.(Facebook)

O que faz de mim uma mãe extraordinária é a capacidade de me aceitar com as minhas imperfeições e limitações neste grande desafio da vida! Não pretendo ser a melhor mãe do mundo. Entrego-me ao meu filho de coração aberto, dou o meu melhor e isso basta! O seu olhar de cumplicidade e o seu sorriso contagiante fazem milagres… fazem-me sentir muito especial e isso para mim é tudo!
A.S.S.(Facebook)

Ser cumplice dos meus filhos em muitas coisas. Crescer todos os dias com eles embora ultimamente, o mais velho esteja a crescer a um ritmo mais acelerado do que eu…
C.M.(email)

A Mãe toca todas as notas musicais, umas vezes “desafina”, outras acerta o tom mas eu acho que ela é a melodia mais doce, extraordinária e alegre que posso ter junto de mim. (Rita)
A.F.

Pais extraoedinários tentamos ser
embora tenhamos seja sempre o cinto apertado.
Mas sentindo-nos, do amanhecer ao anoitecer,
o coração dela fica fica mais sossegado.
S.F.(email)

Cada sorriso que vejo na cara dos meus filhos!
A.L. C. (email)

Estar sempre disponivel para ouvir, o que quando falamos de duas meninas de 4 e 7 anos se pode tornar muito divertido ou incrivelmente constrangedor…
A.C.(blog)

Ter optado por ficar com a minha princesa 24h por dia… ver o primeiro passo, ouvir a primeira palavra, sentir o primeiro abraço, receber o primeiro beijo, explicar o porquê das coisas, descobrir como é fantástico e mágico ser MÃE.
P.A.(blog)

Amá-los, deixando que se amem.
R. C.(email)

O que faz de mim uma mãe extraordinária é o facto de saber dizer que não na hora que penso ser a mais adequada.
M.M. (email)

Amor, é tudo o que uma criança necessita para Sorrir!
A.C.(email)

Sou uma mãe extraordinária, porque apesar dos erros que cometo e da paciência que por vezes falta, os meus filhos de 6 e 8 anos, abraçam-me até eu perder o ar e dizem-me que me adoram!
C.M.(email)

Rebolar no chão com o meu filho depois de uma longa sessão de cócegas!!!
E
Educar com muita paciência e fundamentalmente muito Amor!!
A.L.C.(email)

Eu sou uma mãe extraordinária porque…  Tenho 2 filhos extraordinários… que saem mesmo à mãe!!! Só pode querer dizer que fiz alguma coisa extraordinariamente bem!
S.C.A.(email)

O que faz de mim uma Mãe extraordinária é saber que o sorriso do meu filho é o Amor-Maior em forma de gente, o seu sorriso assegura-me de que estou no bom caminho e que tenho capacidade de crescer com as dificuldades diárias, com os pequenos erros que são colmatados por aquele abracinho quente e seguro.
A.M.C.(email)

Estar junto ao meu filho para sorrir com ele e comemorar as suas alegrias, as suas vitórias, as suas conquistas…estar lá para o abraçar e estender-lhe a mão, levantando-o, sempre que haja um tropeção…se ele levantar a cabeça e olhar em frente, verá que…a Mamã está aqui! Quero vê-lo crescer e ser Feliz e, por isso…a Mamã está sempre aqui!
M.B.(blog)

Meu filho é que me faz uma mãe extraordinária; quando ele sorri me mostra que estou fazendo tudo certo, tudo que ele precisa.
L.G.S.(blog)

A vontade de Viver e ser Feliz que transmito ao meu filho em tudo o que faço.
S.M.(email)

O que faz de mim uma mãe extraordinária é conseguir, por vezes, transformar momentos de stress em momentos divertidos!
S.P.(email)

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Oferta de Natal Family Coaching

6 de Dezembro, 2011

Vouchers Natal2

Quer receber um presente de Natal da Family Coaching?

É fácil: envie-nos um email para geral@familycoaching.pt , comente aqui no Blog ou comente na nossa página do Facebook, dizendo o que faz de si um pai ou uma mãe extraordinário!

As duas respostas mais originais receberão um presente surpresa. No dia 16 de Dezembro divulgaremos os vencedores.

Obrigada pela sua participação.

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Dá que pensar… Disponível ou ocupado? A escolha é sua!

28 de Novembro, 2011

O tempo tem mais olhos que barriga.”

 Susana Félix

Estamos a chegar àquela altura do ano em que ficamos demasiado ocupados… demasiado ocupados para estar com quem gostamos? Demasiado ocupados para apreciar tempo sozinhos? Demasiado ocupados para relembrar o que é mesmo importante? Demasiado ocupados para rir e fazer brincadeiras tontas com os filhos? Demasiado ocupados para ler um livro? Ou fazer um presente para alguém especial?

Quando estamos demasiado ocupados para todas estas coisas, vale a pena perguntar: o que é o mais importante? O que é que eu quero? E atrever-se a dizer “não” – para poder dizer SIM!

Quando somos capazes de descobrir o que queremos realmente, aceitá-lo e ficar em paz com essa vontade, mesmo que seja uma vontade que interfere com os outros, estamos a convidar esses outros a descobrirem também o que é importante para eles e a dizer-lhes que aceitamos também as suas escolhas!

Atreva-se a virar costas ao que esperam de si, ao que acha que “devia” fazer, e a enfrentar o que quer realmente fazer com o seu tempo!

Da próxima vez que o convidarem (os seus filhos, os amigos, a família, ou a sua própria mente) para algo que lhe parece ir mesmo ao encontro do que é importante para si, mas acreditar que não tem tempo, pense outra vez…

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Dá que pensar… O momento certo para agradecer: agora!

15 de Novembro, 2011

Diariamente, precisamos de descobrir que não é a felicidade que nos faz sentir gratidão, é a gratidão que nos faz sentir felizes ” David Steindhl-Rast

Quantas vezes já disse ao seu filhos “diz obrigado!”? Alguma vez parou para pensar nesta preocupação? Hoje vamos propor-lhe que o faça!

A palavra “obrigado” é uma palavra estranha… quer dizer que nos sentimos “obrigados” a fazer algo a seguir? Quer dizer que é “obrigatório” pagar um favor, uma oferta, uma coisa boa? Não admira que as crianças tenham tanta dificuldade em dizê-la… e não admira que tenhamos tanta dificuldade em pedir ajuda: sentimos que ao agradecer estamos “obrigados” a retribuir.

A gratidão, no entanto, é muito mais do que dizer “obrigado!”: a gratidão é sentirmo-nos felizes e confortados com as pequenas e grandes coisas boas da nossa vida!

Qual foi a última vez que se sentiu grato? Costuma partilhar com os seus filhos estas pequenas (ou grandes) gratidões? Ou sente que está a contribuir para perpetuar a “obrigação” que os agradecimentos portugueses associam à gratidão? O que depende de si para pôr fim a este ciclo?

De que se sente grato hoje? Quer dizer-nos?

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Dá que pensar… Faz frio: saia de casa!

10 de Novembro, 2011

“O mau tempo não existe – apenas a roupa errada”
Billy Connoly

Quando está frio ficamos por casa… hoje queremos levá-lo a questionar esta ideia!

Será que o tempo frio tem, necessariamente, de ser sinonimo de ficar fechados em casa? Como se sente quando fica muito tempo sem sair de casa? E os seus filhos? O que o impede de sair de casa quando está frio? Já pensou que quem mora em locais mais frios ou com muita chuva sai de casa e aproveita o exterior também no inverno?

Queremos incentivá-lo a ser criativo e a procurar alternativas para que sair de casa seja uma possibilidade também quando o tempo está frio…

Aqui estão algumas ideias em que temos tropeçado e que podem ajudá-lo a encontrar as que funcionam na sua família:

- Os parques infantis estão molhados… agasalhe-os bem, leve uma muda de roupa seca no carro e, no fim da brincadeira, mude-lhes a roupa!
- Está a chover… calcem galochas, vistam impermeáveis e apanhem chuva com a língua ou brinquem com as poças de água;
- Está frio… mais um par de meias, mais um casaco ou camisola, e toca a correr na rua para aquecer!
- As brincadeiras não funcionam… apanhar folhas secas ou pauzinhos, brincar às escondidas ou à apanhada, explorar o pinhal perto de casa, contar uma história sentada numa pedra…
- Mas dentro está-se melhor… que recursos existem fora de casa que são interiores? Uma biblioteca? Um restaurante com parque interior? Um museu ou uma exposição? A casa de um amigo? Uma ludoteca?

Muitos pais partilham conosco que sair de casa com as crianças ajuda a manter a sanidade dos pais! O que está à espera? Aceite o desafio e partilhe conosco outras ideias ou o que aconteceu quando saiu da sua zona de conforto!

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Dá que pensar… as mães que trabalham fora de casa são mais felizes?

6 de Outubro, 2011

“Quando as pessoas vão trabalhar, não deveriam ter que deixar os seus corações em casa” Betty Bender

Este é um tema quente! E é quente porque mexe com o coração de muitas mães…

Gostávamos hoje de focar a nossa atenção num ponto muito importante: “Trabalhar fora de casa é uma escolha!”

Reparou como a frase não terminou com um ponto de interrogação? Foi de propósito. Nós temos a certeza de que trabalhar fora de casa é uma escolha. Assim como não trabalhar fora de casa. Ou como qualquer outra decisão relacionada com o que fazemos no dia a dia…

E para quem está já a pensar “mas se eu pudesse…”, acrescentamos: é SEMPRE uma escolha. Mesmo que, neste momento a razão da escolha seja o facto de não estar disponível as consequências de escolher outra coisa… E ganhar consciência desta escolha pode ser o primeiro passo para se sentir mais feliz!

O segundo passo poderá ser descobrir o que a faz feliz no trabalho. O que lhe traz de bom a sia e à sua família? Que benefícios tem para si trabalhar onde trabalha? Pode ser o horário, a lozalização, os colegas, as aprendizagens… ou, simplesmente, afastá-la das tarefas domésticas! Atreva-se a descobrir!

O terceiro passo que lhe propomos, é descobrir como integrar esta dimensão em si: como poderá a dimensão da mãe-profissional torná-la mais pessoa, mais equilibrada, mais completa? Como poderá esta dimensão fazer parte de si, estando em harmonia com os seus valores, as suas prioridades, a sua missão na vida? Como poderá levar essas suas dimensões para o trabalho e como poderá o seu trabalho reforçar estas dimensões?

Ser (ainda mais) feliz no trabalho torna-a uma mãe melhor! E ser feliz é uma escolha…

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Dá que pensar… Para que serve o dinheiro?

30 de Junho, 2011

“A verdadeira riqueza está relacionada com a posse de uma abundância de boa saúde e verdadeira felicidade.” (Paul McKenna)


Vivemos tempos de crise económica. Na escola, através dos meios de comunicação social, em conversas com os colegas e amigos, as crianças e os adolescentes têm a acesso a esta informação e questionam.


Aos pais caberá escolher como querem abordar a questão, decidir como querem aproveitar a ocasião para investir na educação financeira dos filhos. A crise e as férias poderão ser uns ingredientes fantásticos para proporcionar a aprendizagem sobre a temática, resta descobrir como.


Mas num primeiro momento importa reflectir:

  • Como é que eu, pai ou mãe, “olho” para o dinheiro? Como o obtenho? Que fim lhe destino – o que compro com ele? Como o giro? Que lugar lhe dou na minha vida?
  • Como era na minha família de origem? Que lugar ocupava o dinheiro? Que ensinamentos trouxe dos meus pais e dos meus avós? O que quero fazer diferente deles?
  • Costumo falar sobre dinheiro com os meus filhos? Em que alturas? O que lhes digo? Que mensagem lhes quero transmitir?

As crianças e adolescentes têm uma capacidade de entendimento do mundo, da realidade e, consequentemente, do dinheiro de acordo com a sua idade e nível de desenvolvimento. Isto significa que pais e mães terão que ser criativos para lhes fazer chegar as mensagens relacionadas com a temática.


Por vezes ouvimos: “é tão pequeno, não percebe”. Será? Desde muito cedo as crianças brincam ao faz de conta e “brincar às lojas” é uma actividade que a  maioria delas aprecia. Deixamos-lhe algumas ideias, hoje, para os mais pequenos que alguns pais nos relataram:

  • Na praia, as conchas e as pedras podem ser dinheiro que compram “colares de algas” ou bolinhos de areia, ou pães de areia acabadinhos de sair do forno.
  • No jardim, as folhas caídas no chão podem ser as notas que pagam os brinquedos que iam no saco (a corda de saltar, a bola, os patins…) e que se transformaram numa “loja de brinquedos”.
  • No parque, quando há triciclos e bicicletas, uma folha de papel cortada aos bocadinhos (ou a caixa das bolachas que se acabou cortada aos pedaços) pode ser o dinheiro para pagar os arranjos na oficina que  se inventou ou as lavagens dos carros.

Brincadeiras simples, com poucos recursos, em que as crianças experimentam a ideia de que se queremos ter certos bens ou acesso a determinados serviços é necessário pagar. Há quem preste o serviço ou quem venda e há quem compre…


O que funcionaria lá por casa? Que ideias / actividades costuma desenvolver com os seus filhos para falar de dinheiro?

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Refeições: prazer ou tormenta?

7 de Junho, 2011

Boa tarde, tenho um filho com 3 anos que até agora comia muito bem, principalmente sopa e agora são raras as refeições que lhe agradam… Não consigo fazer com que coma, nem a sopa. Eu coloco-o de castigo, não o deixo comer ao longo o dia e também não come goluseimas (que entretanto a irmã com 9 anos vai “petiscando” ao longo do dia). Mesmo assim, recusa-se a fazer uma refeição normal e há dias que vai para a cama sem jantar, porque também não pede mais nada e mesmo eu perguntando se quer leite ou outra coisa qualquer rejeita. Outras vezes, como hoje ao almoço, comeu lindamente, sem birras n confusões.

Gostaria de saber como hei-de actuar para que ele volte a comer normalmente e já agora, será que faço bem, não o deixando comer fora de horas? Obrigada. (I.)

Olá, I.,

Obrigada pela pergunta que colocou no nosso blog. É mais uma oportunidade de reflectirmos e de chegarmos até outros pais e mães que se inquietam com questões semelhantes.

Vou começar pela sua última afirmação – fazer com que o seu filho volte a comer como antigamente, não depende de si. Esse poder a I. não tem. Essa tomada de decisão é e será sempre do seu filho. O que lhe vou propor é um conjunto de perguntas que a ajudarão a reflectir e decidir como quer gerir a hora das refeições.

Pense em si. Como gostaria de se sentir durante as horas das refeições? O que gostaria de fazer? De dizer ao seu filho? Como decorrem, habitualmente, esses momentos – são alturas de partilha, de comunicação? Sobre o que dialogam? A duração das refeições é limitada – as crianças sabem quanto tempo duram? E o que aconteça quando o tempo chega ao fim?

O que poderia acontecer ao seu filho se ficasse sem comer? Já reparou que escreve que habitualmente não lhe dá alternativas nem goluseimas mas que à noite pergunta se ele quer leite antes de dormir? Muitos pais e mães com quem temos trabalhado referem a dificuldade em cumprir o que estabelecem. Neste caso acabam por passar uma mensagem pouco clara acerca dos limites estabelecidos. Repare, se afirma que não é possível comer fora da refeição mas depois oferece leite… Que mensagem está a passar? Que talvez aquele limite não seja bem o “limite definitivo”…

E o que faz quando as refeições correm bem, como o almoço do dia em que nos escreveu? Partilha com o seu filho? Diz-lhe que ficou contente com o comportamento dele? Diz-lhe porque é importante comer e o que ele ganhará com isso? Focarmo-nos no que corre bem e celebrar as pequenas-grandes conquistas ajuda-nos a sentirmo-nos mais auto-confiantes e seguros do nosso papel de pais e de mães.

Gostaria que pensasse o que é diferente entre o seu filhos e a sua filha – porque é que a deixa ir “petiscando” e a ele não? O que é que acontece quando ele “petisca”? E quando ela “petisca”?

Relativamente à questão com que termina a sua mensagem, eu pergunto-lhe: “Como se sente a I. ao impedi-lo de comer fora de horas?” Se essa é uma estratégia com a qual se sente confortável, então é porque está bem para si… Se sente algum incómodo, se a questiona… Poderá ser um sinal de que está na altura de encontrar alternativas… Se depois das reflexões de hoje sentir que precisa da nossa ajuda, temos diferentes propostas.