Aínda sem comentários | Faça um comentário

Descobertas de pai

9 de Março, 2010

“Preciso desesperadamente de dormir mais horas. Não sei como vou conseguir.” (João)

“Quando chego a casa preciso mesmo de repor energias – tenho que me sentar no sofá pelo menos 10 minutos.” (Miguel)

Isto é o que o João e o Miguel desejam para se sentirem melhor no seu papel de Pai. Partilhe connosco os seus desejos que o ajudariam a ser um Pai ainda mais feliz. Ficamos à espera!

1 comentário

Boas notas: mudanças, autonomia e sonhos

26 de Fevereiro, 2010

Olá! Não resisto a enviar-vos outra pergunta e a pedir-vos um conselho. Tenho 1 filha com 12 anos que está no 7º ano. Tem tido excelentes notas na escola porque eu tenho estudado muito com ela e exijo muito dela. Agora no 7º ano tenho-a deixado mais autónoma nos estudos e as notas ressentem-se disso. A S tem tudo para ser uma excelente aluna mas é preguiçosa, ou seja, não dá “o litro”. Estuda o suficiente para ter um 70 ou 80% mas se trabalhasse um bocadinho mais e se se empenhasse mais um pouco tinha 90 ou 100…
Será que é ela que é pouco exigente com ela própria ou é a mãe que é exigente demais ?
Eu noto que ela tem as notas por nós, ou seja ela mede as coisas em função do facto da mãe e o pai ficarem mais ou menos contentes com as notas dela…
A S tem uma auto-estima fantástica, é uma criança de muito bem com a vida, muito alegre. No que diz respeito aos estudos não sei se estamos a agir bem, será que exigimos demais? Não quero que ela ache que um 70 ou 80 não é bom ou que nos decepciona ao ter estas notas,  quero que ela tenha consciência que pode fazer muito melhor, quero que ela ganhe gosto por trabalhar e que se empenhe no trabalho dela que é estudar…mas acho que não estamos a conseguir…a S é completamente descontraída. Noto talvez alguma falta de responsabilidade…
De que forma podemos motivá-la e levá-la a dar o seu melhor sem a pressionar ou sem criar ansiedade?
Mais uma vez obrigada!
Um beijinho, J.V.

Obrigada mais uma vez pela sua participação no nosso blog.

A sua pergunta transparece toda a preocupação que coloca no envolvimento na vida escolar da sua filha. Dá-nos oportunidade de focar vários aspectos que preocupam muitos pais e mães. Vamos falar-lhe de 3 questões: Mudanças, autonomia e sonhos.

A J fez uma mudança (que parece relativamente recente) na forma como se envolve na vida escolar da sua filha. Parabéns pela coragem: por fazer uma mudança e por ser capaz de analisar o impacto que tem na sua vida e na da sua filha!

As mudanças são normalmente um pouco assustadoras: trazem-nos dúvidas, inquietações e, muitas vezes, medo. São também uma excelente oportunidade para crescer, fazer descobertas e encontrar novos caminhos.

Gostamos de relembrar que quando utilizamos as mesmas estratégias obtemos os mesmos resultados. Provavelmente pretendia, com a mudança que implementou, alcançar resultados diferentes dos que obtinha até aí. Consegue identificar os seus motivos para implementar esta mudança? O que queria que acontecesse? Que novas dinâmicas, crescimentos, caminhos queria promover e explorar? De que forma esta mudança está a ser importante para si enquanto mãe?

Vamos falar-lhe agora da autonomia. A J refere que tem deixado a sua filha “mais autónoma”. Que fantástica descoberta a de que a autonomia é uma estrada com duas vias: a dos pais e a dos filhos… do lado dos pais este é um caminho muitas vezes doloroso. Percebemos que, para que os nossos filhos sejam autónomos precisamos de os deixar cometer erros. Já tinha pensado nisto? E repare como a responsabilidade está de mãos dadas com a autonomia… Ao ganharmos autonomia, aceitamos responsabilidade!

Como se sente quando pensa que a sua filha, no caminho da autonomia, irá cometer erros, descobrir como lidar com eles, aceitá-los, aprender com essas experiências? Esta é uma questão importante para si?

Que papel se imagina a ter neste caminho da sua filha? Há pais que escolhem, durante este caminho, estar lá e tentar minimizar o impacto das consequências de um erro. Outros pais decidem investir em apoiar os filhos na aprendizagem de estratégias para lidar com os erros. Outros ainda escolhem estar mais presentes no momento de aprendizagem que os erros proporcionam. Alguns decidem não fazer nada disto. Como é consigo? Que atitude gostaria de adoptar?

Como diz Augusto  Cury, “os bons pais preparam os filhos para receber aplausos, os pais brilhantes preparam-nos para enfrentar as suas derrotas”.

Vamos agora falar-lhe de sonhos. Todos os pais sonham e como é bom que o façam! Tenho a certeza de que a J terá imensos sonhos para a sua família: experiências que gostava de viver, momentos que gostava de experimentar… E os sonhos da sua filha? Quais serão? Haverá alguns que são parecidos com os seus, porque os filhos aprendem muito com os pais. Haverá outros que são apenas dela. Conhece-os? Haverá outros ainda que ela irá constuindo ao longo da vida…

Os pais são um dos modelos com mais impacto na vida dos filhos. Mostram-lhes através dos que fazem e dizem, mas também através do que não fazem e não dizem, o que é importante para eles, o que aprovam e desaprovam. Quando dizemos que os pais são um modelo importante para os filhos, sabemos que isso não significa que os filhos farão tudo o que os pais fazem ou que darão importância às mesmas coisas que os pais. A J faz tudo o que os seus pais faziam? Dá importância às mesmas coisas?

Neste desafio fabuloso que é ser mãe ou pai, mais cedo ou mais tarde iremos confrontar-nos com o facto de que, um dia, os nossos filhos irão fazer as suas escolhas, colocar em prática os seus sonhos, trilhar os seus próprios caminhos… Certos de que, enquanto mães e pais, teremos contribuído para que conheçam algumas alternativas.

Como encara a possibilidade de a sua filha vir a fazer opções que desaprova ou a escolher caminhos que, na sua opinião, são menos adequados? Como se imagina a lidar com a autonomia dela?

Tenho a certeza de que lhe deixamos aqui muito que pensar…

Não hesite em contactar-nos novamente!

Aínda sem comentários | Faça um comentário

Birras: crescer com as contrariedades

10 de Fevereiro, 2010

Tenho um filho com 7 anos que continua a lidar muito mal com a adversidade, com a recusa, com a frustração. É um rapazinho inteligente e muito sensível, com uma inteligência emocional “manipulativa” extremamente desenvolvida. No entanto, continua a resolver todas as contrariedades com birras “daquelas”, traduzidas muitas vezes em respostas e atitudes não aceitáveis. Enquanto pais, reconhecemos que há partes deste problema que dependem de nós e que deveriamos muito antes ter tentado resolver. Já tentámos adoptar uma atitude de “tolerância zero”, já tentámos uma atitude de reforço da sua auto-estima, mas nada parece resolver o problema. Enquanto mãe, e para além do sentimento de culpa e de preocupação com o crescimento dele, angustia-me perceber que esta incapacidade de gerir a frustração faz dele um menino constantemente insatisfeito e até infeliz. Assumindo que não há receitas, agradeço todas as “dicas” que nos possam dar. (anónima)

Parabéns! Quando li o seu email verifiquei que para além de conhecer muito bem o seu filho e de ser uma mãe preocupada sabe, também, que pode ter um papel muito activo na situação que descreve.

Gostaria de lhe colocar algumas questões que a apoiarão na descoberta do que poderá funcionar melhor consigo e com o seu filho nesta situação.

O coaching parental permite que cada pai e mãe se foque na solução e “saia” do problema. Um primeiro passo neste sentido, dá-se quando se opta por uma situação especifica para implementar a mudança. Em que situações, o seu filho exibe o comportamento que habitualmente descreve? (pense numa, apenas numa – poderá seleccionar aquela que mais a “tira do sério”, a que a preocupa mais… Saberá por onde deseja começar).

Percebo a sua preocupação relativamente à forma como o seu filho reage perante as contrariedades mas… por mais que custe aceitar…. Não controlamos o que os outros pensam, sentem ao fazem! No entanto, poderá decidir como quer gerir essas situações. E o que fizer implicará mudanças nos outros à sua volta, neste caso, no seu filho! Que mudanças? Não conseguimos prever!

Vou agora ajudá-la a reflectir acerca da forma como poderá gerir a situação que identificou anteriormente (aquela onde gostaria de implementar mudança). O que é que mais a incomoda na forma como seu filho reage perante as contrariedades da vida? O que pensa? E o que sente? Como é que costuma reagir quando se vê perante uma contrariedade? Pode ser o seu colega que não fez o trabalho que lhe pediu, pode ser chegar ao supermercado e não encontrar um ingrediente indispensável para a confecção do jantar, pode ser a recusa do seu filho em fazer os trabalhos de casa quando lho solicita, pode ser a recusa do seu filho em ir tomar banho…

Os pais são os modelos mais poderosos junto dos filhos. Estão sempre a passar-lhes mensagens – pelo que fazem ou deixam de fazer, pelo que dizem ou deixam de dizer… Que mensagem passa ao seu filho quando se vê perante uma contrariedade?

Mas voltemos, então, à situação. Importa que pense e defina para si como gostaria de se comportar nesses momentos (vale tudo, não censure os pensamentos que lhe vierem à cabeça). É fundamental que saiba como gostaria de gerir essa situação – o que fazer, pensar, sentir, dizer… Só depois poderá passar à definição de um plano de acção.

Importa ainda reflectir sobre a culpa… Esta impede qualquer pessoa de ser verdadeiramente livre. A culpa muitas vezes anda de mão dada com o medo. O que é para si uma boa mãe? O que faz uma boa mãe quando surgem contrariedades na vida do filho? Do que tem medo? É uma excelente mãe, preocupada com a felicidade do seu filho. Responda com sinceridade a estas perguntas, pois vão ajudá-la a “olhar mais para si” e para o que ambiciona enquanto mãe…

Esta é apenas a primeira etapa de uma caminhada que decidiu iniciar no sentido de se tornar ainda melhor mãe. Hoje levanto-lhe as questões de fundo para que depois possa passar às mais práticas e pragmáticas. Acredito que irá encontrando as respostas que procura. A equipa da Family Coaching está disposta a apoiá-la: telefone ou envie-nos um email. Pode também inscrever-se num dos nossos workshops.

Aínda sem comentários | Faça um comentário

Irmãos e irmãs: uma relação especial e única

20 de Janeiro, 2010

Tenho duas filhas, uma de quatro anos e outra de 23 meses. Têm uma relação muito simpática e brincam quase sempre juntas. Adoram-se! No entanto, a mais pequena gosta muito de puxar os cabelos da irmã, bater-lhe com alguns objectos e, mesmo quando lhe ralhamos ela olha para nós com um ar desafiador, só parando sem nos chatearmos mesmo.

A mais velha normalmente chora e grita, não se defende, faz queixinhas frequentemente mas, não “bate” na irmã. Tem uma atitude muito passiva. Por um lado, gostaríamos de lhe dizer para se defender, até porque com os amigos ela não tem essa atitude passiva. Por outro lado, também não queremos dar-lhe carta branca para poder “bater” na irmã mais pequena. Notamos que há uma submissão da parte da mais velha talvez motivada pela nossa frase “Não batas na mana que é mais pequenina”. Mas, de facto a mais pequena está a abusar da atitude da irmã. No infantário a atitude da mais pequena é diferente, não “bate” nos amiguinhos, é muito dócil e obediente. C.

Muito obrigada pela sua partilha. Felicito-a por ser uma mãe preocupada com o bem estar da sua família e que deseja descobrir novas formas de gerir as situações desafiantes do seu dia-a-dia!

Ter mais do que um filho proporciona sempre uma oportunidade para reflectir na relação entre irmãos. Provavelmente leva-nos a relembrar como foi a nossa vida familiar: se temos irmãos iremos recordar-nos de como nos relacionávamos com eles, que papel desempenhávamos nessa relação, como nos sentíamos e como os fazíamos sentir. Se não temos irmãos, vamos relembrar como idealizámos tudo o que faríamos com eles, se existissem. Ou vamos descobrir que ainda está na nossa memória a relação de alguns dos nossos amigos com os irmãos.

Aproveite para re-descobrir como foi consigo: tem irmãos? Como eram os vossos momentos juntos? Quais as vantagens e desvantagens que consegue encontrar na forma como construíram a vossa relação? Se não tem irmãos, como imagina a forma ideal de os irmãos se relacionarem? Conhece alguém que tenha uma relação de irmãos que admire ou, pelo contrário, desaprove?

Durante esta reflexão, poderá ganhar consciência de que a forma como nós, enquanto pessoas, olhamos para a relação entre irmãos, condiciona o que ambicionamos para os nossos filhos.

Para além de todo este processo de reflexão e descoberta, há um facto que vale a pena referir: as suas filhas são duas pessoas únicas e especiais. E a relação que estabelecem entre elas será, também ela, única e especial. Esta é uma oportunidade para conhecer ainda melhor as suas filhas – repare como já sabe tanto sobre elas: o que é importante para cada uma, o que uma prefere e a outra não gosta, como escolhem comportar-se de maneira diferente em contextos diferentes…

Explore um pouco mais esta questão: escolha dois cartões ou postais bonitos e escreva neles as características positivas de cada uma das suas filhas: quais as qualidades que possuem, a que dão mais importância no seu dia-a-dia, o que mais gostam de fazer. Complete este exercício recordando e registando como se relacionam elas com cada uma das pessoas mais importantes na sua vida – os pais, os avós, as melhores amigas, a educadora,…

Lembre-se que este “retrato” que construiu é o que acontece agora: as suas filhas irão mudar e crescer, nestes como noutros aspectos da sua vida. Algumas destas características irão manter-se, outras irão modificar-se ou desaparecer. Poderá ser uma excelente recordação para elas (e para si) descobrir estes postais daqui a uns anos!

Agora que fez este caminho de descoberta, volte a olhar para a relação de irmãs das suas filhas: é muito importante que descubra quais são os seus limites nas interacções entre elas – se decidir que não tolera violência física, ou que os brinquedos são para partilhar, precisa de decidir quais as consequências quando o comportamento não permitido acontece. As consequências fazem parte da vida, – e não estamos a falar de castigos – as consequências são aquilo que acontece a seguir.

Pense nas consequências de forma a que façam sentido para si e para elas. Quando informamos os nossos filhos de uma consequência e depois não podemos ou não queremos aplicá-la, isso equivale a uma promessa não cumprida! Dê a conhecer as consequências às suas filhas. Disponibilize-se para as implementar. E a seguir, tranquilamente, deixe-as escolher o que fazem…

Obrigada pela sua pergunta e, se necessitar de ajuda adicional não hesite em contactar-nos novamente!

1 comentário

2010: Disponha-se a vivê-lo!

5 de Janeiro, 2010

Estamos na época das listas e das resoluções. Um novo ano é um re-começar e um acreditar que desta vez é que vai ser! Na realidade, cada dia que principia é isso mesmo – um re-início! Uma oportunidade para re–inventar a vida em família e a relação pais – filhos.

 Deixamos-lhe a nossa lista na Esperança de o ajudar a elaborar a sua…

 Um jantar especial

Como são os jantares lá por casa? Como gostaria que fossem? Será possível, uma vez por mês, torná-los num momento especial e diferente? Escolha um dia, o que for mais conveniente. Por exemplo, o 2º sábado de cada mês. Peça sugestões para a ementa – a ideia é que seja especial e do agrado de todos. Pode pedir ajuda para cozinhar, se considerar isso uma boa ideia. Decidam que toalha pôr na mesa, que “pratos especiais” usar… E velas? Será que é uma boa ideia alindar a mesa com a luz das velas ou com flores?

Criar um tempo e um espaço especial para todos os elementos da família pode facilitar a comunicação. E, de certeza, que as memórias que ficarão desses encontros poderão ser muito agradáveis.

 Uma hora de deitar diferente

Nem sempre é fácil o momento de os pôr na cama. Como gostaria que fosse? Como quereria sentir-se? Será que, de vez em quando, lá por casa, poderá acontecer “uma hora de deitar diferente”? Já experimentou deitar-se descontraidamente na cama com o seu filho? Saboreou o momento? E o que me diz de lhe ler uma história, ambos deitados na cama? Os dois a segurarem o livro e a olharem para a mesma página? Ou então, já na cama, ouvirem uma música relaxante enquanto fazem miminhos um aos outro – beijinhos e abraços… São tão bons e sabem tão bem… Libertam occitocina, dão uma sensação de bem estar e… De certeza que promovem “sonhos cor de rosa”!

Pense em si e no que mais se adequa à sua realidade!

 Para mais tarde recordar…

A maioria das crianças adora ver fotografias de quando era mais pequena. E se de vez em quando, os álbuns saíssem do armário ou algumas das fotografias do computador fossem impressas e “espalhadas” pela casa?

Como é na sua família? Com que regularidade “actualizam” as fotografias expostas? São importantes para si? Revisitar o passado, aviva a memória e é sempre uma oportunidade de falar de boas experiências e de bons momentos…

Deixe-os escolher… Pelo menos uma vez!

Acha que consegue sair à rua com uma princesa ou com um cowboy em pleno mês de Abril (completamente fora da época do Carnaval)? Ou então deixá-lo escolher a roupa num determinado dia? (mesmo que daí resultem as combinações mais estranhas como uma pulseira no joelho ou uma saia de ballet por cima de uma saia de bombazina?)

A hora de vestir é muitas vezes um momento de tensão porque pais e filhos têm opiniões distintas… Acha que estipular dias em que as crianças possam livremente escolher o que lhes apetece vestir, poderá ser uma solução? Como funcionaria consigo? É muito importante que respeite a selecção dos seus filhos e que se abstenha de qualquer comentário mais negativo. Acha que será capaz de elogiar o facto de ele ter sido capaz de escolher, de se vestir, de ter uma opinião e um gosto próprio?…

 Tenha tempo para si

Já pensou nisto? É um aspecto que valoriza? Quanto tempo gostaria de ter, por semana? Ou será mais razoável pensar, por mês? Como seria possível transformar esse desejo numa realidade? Contratando uma baby sitter? Pedindo a um amigo que tome conta dos seus filhos por uns momentos? Indo buscá-los à escola um bocadinho mais tarde?

Um pai e uma mãe feliz farão, de certeza, um filho mais feliz! Pense em si, eles agradecerão.

 É hora de jogar!

Os jogos de tabuleiro e de cartas são um “desporto” fantástico para todos os momentos – no inverno, no quentinho do lar; na primavera e no verão, no jardim ou na praia. Já experimentou? Um jogo de Uno, do “peixinho”, de monopólio, de micado, de scrable, pictionary ou outro qualquer que exista lá por casa?… Podem constituir uma oportunidade de conviver, de “experimentar” regras, de saborear o espírito de equipa… O prazer proporcionado pelos momentos de lazer em família pode ser delicioso…

Recorde o que foi bom…

Chegar ao fim do dia e olhar para o que foi bom e correu bem provoca uma sensação de conquista e de bem estar maravilhosa. Quase arriscaria – aumenta a auto-estima!

O que me diz de iniciar o ano com um olhar positivo? Consegue imaginar-se a perguntar aos seus filhos, ao final do dia, quais foram os três melhores acontecimentos / sensações do dia? E a valorizá-los? E se a partilha começasse por si? Pode também ser um momento de dar graças por tudo aquilo de bom que lhe aconteceu… Ter recebido muitos beijinhos dos filhos, um colega tê-lo ajudado, o padeiro ter feito um pão delicioso, o sol ter brilhado no céu… Experimente e…

Um excelente 2010!

Aínda sem comentários | Faça um comentário

Alternativas aos gritos e às birras dos pais…

4 de Dezembro, 2009

“Jackie Klein é uma mãe dedicada de dois meninos pequenos que vive no subúrbio de Portland, Oregon. Ela passa horas levando as crianças a treinos de futebol e encontros de escoteiros. Ela lê livros a respeito do desenvolvimento das crianças. Ela consegue imitar o tom maternal perfeito para alertar que “Você está fazendo uma escolha ruim” quando, digamos, alguém não quer escovar os dentes. Isso acontece 90% do tempo. Nos outros 10%, ela admite, “eu fico completamente frustrada e perco o controle””. (Para alguns pais, grito é o novo tapa, New York Times, 21/10/2009) – Leia o artigo completo em português ou, se preferir, em inglês.

Este é um testemunho que poderia ser de muitos pais e mães portugueses. De facto, é muito frequente ouvirmos os pais que acompanhamos referirem-se a esta frustração e descobrirem que não sabem que estratégias poderão uttilizar com os seus filhos.

Gostávamos de saber como é consigo. Partilhe connosco e com os pais que nos lêem as estratégias que funcionam consigo: como se acalma nas situações mais desafiantes? Que estratégias descobriu que funcionam para lidar com as situações e os comportamentos que mais a/o tiram do sério? Que alternativas propõe aos gritos?

 Obrigada pela sua participação!

Aínda sem comentários | Faça um comentário

Colaboradores satisfeitos dão mais lucro às empresas?

25 de Novembro, 2009

“Apesar da recessão, a grande maioria das empresas continuou a apostar nos programas de apoio aos funcionários com filhos, de acordo com um estudo da revista Working Mother.

O estudo revelou que apesar da recessão, cerca de 93% das empresas mantiveram ou aumentaram os orçamentos destinados a programas de assistência aos funcionários e os horários flexíveis.

Perante estes dados, coloca-se a seguinte questão: Será que estes custos adicionais por parte das empresas para manter os colaboradores satisfeitos se traduzem em valor acrescentado para as empresas?

Apesar de a satisfação dos colaboradores não ser o único factor que influencia a ‘performance’ do valor em bolsa da empresa, muitos investidores olham para estes números em busca de pistas relacionadas com a produtividade, serviço ao cliente e outras variáveis que influenciam directamente o desempenho de uma empresa e a fidelização do cliente a uma marca.” (Jornal Económico, 23/09/09/)

Queremos saber como é consigo: a sua empresa desenvolve medidas de apoio à família e às mães e pais que trabalham? Quais são essas medidas? Se essas medidas não existem que impacto teria, no seu desempenho profissional, o facto de passarem a existir?

Cada um de nós tem um papel fundamental na forma como obtemos o melhor dos dois Mundos: Família e Trabalho. Estas são duas áreas muito importantes da nossa vida. Queremos ser bons profissionais e bons pais ou mães. Descobrir de que forma podemos valorizar e potenciar o nosso papel em cada uma destas áreas, depende sobretudo de cada um! Como é consigo? Que estratégias utiliza para ter o melhor dos dois Mundos? Que formas encontrou para se sentir bem em cada uma destas áreas?

A Family Coaching trabalha com as empresas, no sentido de proporcionar aos pais que trabalham soluções para um melhor desempenho do seu papel de pais e mães. Na maioria dessas empresas foram os colaboradores a sugerir os nossos serviços ao Departamento de Recursos Humanos.

Todas as mudanças começam por um pequeno passo: dê o primeiro e faça a sugestão na sua empresa! Porque “o que importa mais nunca deve estar à mercê do que importa menos” (Goethe).

Aínda sem comentários | Faça um comentário

TPC (Trabalhos Para Casa) e Tarefas Domésticas: Melhor é possível!

19 de Novembro, 2009

A questão é simples – como hei-de gerir, da melhor forma, o tempo dos trabalhos de casa ao final do dia? O tempo que tenho para estar com os meus filhos é pouco, as tarefas domésticas ocupam-me algum tempo… Tenho dois filhos em idade escolar e ambos precisam do meu apoio. Gostava que eles fossem capaz de fazer os trabalhos sozinhos, sem eu ter que os mandar, do género “chegar a casa e ir logo fazer os TPC, para se despacharem”, como eu fazia quando tinha a idade deles. Gostava mesmo de resolver esta questão pois sinto que me causa muito stress e desgasta a nossa relação de mãe – filhos.S.

Os trabalhos de casa preocupam muitos pais, nomeadamente a sua gestão relativamente às rotinas diárias e à vida familiar. Obrigada por partilhar connosco as suas dúvidas. Proponho-lhe um caminho de reflexão para que possa encontrar as suas respostas, aquelas que melhor funcionarão na sua família. Terá que ser criativa e terá que estar disposta a experimentar novas estratégias. Será uma aventura. Quer vivê-la? Partamos, então!

Os seus filhos são diferentes de si. São únicos e especiais, por isso, dificilmente farão como a S. fez quando tinha a idade deles. Já reparou neles? O que mais aprecia em cada um? Arranje duas folhas – uma para cada filho – e descreva-os com a maior precisão que conseguir. Centre-se nas características positivas de cada um, no que cada um gosta de fazer, como é o seu ritmo, o que o faz ser uma criança bem disposta… Já reparou? Tantas coisas boas… Olhar para cada criança como única e especial, permite descobrir a estratégia que poderá ser mais eficaz para ela. Como são os seus filhos? Gostam de despachar primeiro as obrigações para depois ficarem com mais tempo para fazer o que querem? Ou gostam de primeiro relaxar e depois fazer as obrigações? Ou gostam de intercalar prazer e obrigação?

Chegar a casa e fazer logo os trabalhos de casa muitas vezes é o que nos parece mais eficaz, que se encaixa mais nas nossas rotinas de Mãe e de Pai. Mas será o que mais se encaixa no ritmo de cada um dos seus filhos? Já experimentou perguntar-lhes o que querem fazer quando chegarem a casa? Já elaborou um plano, com eles, acerca do que poderão fazer quando chegarem a casa? (um plano que inclua as obrigações e o prazer?)

E o seu ritmo – como é? O que aprecia? O que é que gostaria de fazer quando chega a casa? As tarefas domésticas que menciona deverão ser feitas diariamente? E se não forem? Terão que ser feitas só por si?

Uma das mães que acompanhei, cansada de “ser escrava” das tarefas domésticas (ir ao supermercado, fazer refeições, pôr e levantar a mesa, tratar da roupa…), depois de muito ser confrontada com a minha pergunta “O que é que quer?” / “Como gostaria que fosse o seu final de dia?” Tomou, um dia, uma decisão radical – ir ao ritmo de todos, sempre que possível, cumprindo apenas o que era mesmo obrigatório. O que significou isto para ela?

Começou por fazer uma lista do que era obrigatório fazer diariamente. Para cada tarefa questionei-a: “É mesmo obrigatório que aconteça todos os dias? E se não se fizer?” Faça a sua lista e questione-se!

Essa mãe imaginou como gostaria que fossem os seus finais de dia – o que gostaria de fazer quando chegasse a casa, como gostaria de se sentir, ao que queria dar prioridades… Já pensou no seu final de dia? Que tempo gostaria de estar com os seus filhos? O que gostaria de fazer durante esse período? Feche os olhos, imagine-o com a maior clareza que conseguir.

A mãe com quem trabalhei quis dedicar algum tempo a brincar com os filhos mas para que isso fosse possível teve que abdicar de algumas coisas… O banho diário diminuiu de importância face aos 20 minutos que passou a dedicar a brincar no chão. E a S. do que é que está disposta a abdicar para ganhar tempo?

Outra estratégia que esta mãe descobriu foi envolver as crianças nas tarefas – por e levantar a mesa, pôr roupa na máquina e fazer o jantar passaram a ser actividades de toda a família.  Um dia aconteceu até uma situação curiosa. No caminho de regresso da escola combinaram fazer o jantar todos juntos. Mas, uma vez em casa, cada criança quis ir brincar, desenhar… Fazer algo que lhe apetecia. E a mãe fez o mesmo – sentou-se no sofá a ler um livro! Informou a restante família que precisaria da ajuda deles para fazer o jantar e pediu-lhes que a informassem quando estivessem disponíveis para o fazer. Surpreendidas com o comportamento da mãe, passado pouco tempo, houve quem se voluntariasse para ir para a cozinha!. E consigo, como é? Quando as crianças vão brincar, o que faz? Costuma envolvê-los nas tarefas domésticas a que se refere? O que aconteceria se as fizessem em conjunto, de uma forma agradável e divertida?

E os Trabalhos Para Casa (TPC), onde ficam no meio de tanta azáfama? Importa parar e analisar vários pontos: 1) momento em que são feitos; 2) necessidade de acompanhamento da sua parte; 3) consequências do incumprimento de algo que venha a ser acordado em relação a este tema.

Relativamente ao ponto 1 e tocando já o ponto 3… Releia o que escreveu acerca de cada um dos seus filhos, do ritmo deles, do que apreciam fazer quando chegam a casa… Pense porque é que para si é importante que eles façam os trabalhos quando chegam a casa. E se não os fizerem nessa altura? Se forem primeiro brincar, tomar banho, ajudar a pôr a mesa ou a fazer jantar? O que acontecerá? Será que poderiam fazê-los noutro momento? Estará disposta a experimentar e a confiar neles? E se não cumprirem? Se mesmo escolhendo a altura para realizar os TPC, quando chegar a hora combinada não quiserem fazê-los? O que dirá? O que fará? Seria capaz de algo radical? Por exemplo, deixá-los ir para a escola sem trabalhos de casa feitos? O que seria razoável e sensato para si? Qual é o seu limite?

Menciona que os seus filhos necessitam do seu apoio e a dificuldade de conseguir esse tempo uma vez que tem as tarefas domésticas para realizar… Que tempo gostaria de dedicar ao acompanhamento dos seus filhos durante a realização dos TPC? Necessita de dedicar a mesma quantidade de tempo todos os dias? Será possível uma conjugação entre esse tempo e a re-organização das tarefas domésticas? Como?

Mudar é sempre possível, mesmo em questões complexas como os TPC e as tarefas domésticas de uma vida familiar. Para isso basta parar, ser criativo, confiar e ARRISCAR!

Experimente arriscar e se precisar de mais apoio conte com a equipa Family Coaching, estamos aqui, deste lado. Boa sorte para a sua aventura!

1 comentário

“Estamos atrasados?”: Agir para gerir o stress matinal

12 de Novembro, 2009

Muito obrigada pela vossa participação e sugestões. Elas (as sugestões) são a prova de que as famílias são todas diferentes, especiais e únicas. O que funciona para uma não se aplica a outra. Para descobrir as estratégias que adeqúem a si, é muito importante que conheça os seus limites: até onde está disposta(o) a ir. Só assim poderá perceber quando ainda tem “margem para negociar” com os seus filhos várias alternativas, ou quando essas alternativas não são aceitáveis!

Mesmo quando descobrimos uma estratégia que funciona, acontecem imprevistos. Esses não podemos controlar, não dependem de nós. Mas podemos decidir o que faremos com as surpresas – teremos que lidar com elas, resolvê-las. Mas podemos escolher como iremos lidar com elas: com stress ou com sentido de humor, com impaciência ou aceitando a situação e tirando partido dela.

O que funciona hoje (o que é uma boa estratégia agora), pode não o ser amanhã – porque pais e filhos mudam diariamente, a todo o instante (o estado de espírito difere, crescemos, vivemos novas situações…). E o que é bom e poderá ser tranquilizador, é saber que podemos MUDAR! Aí importa apelar à criatividade e por isso agradecemos aos que partilharam connosco as suas estratégias e “truques”, dando ideias a todos os pais e mães que nos lêem.

As ideias que retemos são:

- planear com antecedência;

- evitar os momentos de espera

- partilhar tarefas

- descobrir “truques” para não esquecer as coisas importantes

- começar o dia antes das crianças

- respirar fundo para não perder a paciência

- prevenir as quebras dos níveis de açucar

- usar a televisão como aliada

- estimular a autonomia dos filhos

Qual, ou quais, destas estratégias e “truques” funciona / não funciona para si e porquê? Continue a partilhar connosco como são as manhã lá em casa!

3 comentários

“Estamos atrasados?”: Como gerir o stress matinal

5 de Novembro, 2009

“Estamos atrasados?”, pergunta ele, apesar de já saber a resposta, porque mesmo quando íamos a sair de casa o Joe passou a correr pela mesa da cozinha e entornou um pacote de leite em cima do uniforme da escola e das minhas calças, causando um atraso critico de dez minutos. Podemos fazer os melhores planos do mundo, arranjar os almoços na véspera, deixar os uniformes muito arrumadinhos nas cadeiras, alinhar os sapatos aos pares ao pé da porta da rua e as escovas de dentes junto ao lavatório… mas não há nada a fazer quanto a desastres imprevistos. Chegar a horas à escola requer tanta afinação como controlar o tráfego aéreo em Heathrow: a mínima alteração de planos pode introduzir o caos em todo o sistema. (…) Dá para acreditar que eu tenha conseguido convencer ministros a virem às tantas da noite para o estúdio (…) mas seja incapaz de convencer o meu filho mais novo a não tirar a roupa?“ (In A vida secreta de uma Mãe desleixada, Fiona Neill)

Sabemos que todos os pais e mães passam diariamente por situações desafiantes, que põem à prova a sua paciência, capacidade de gestão de crises e de persuasão…

Como é consigo? O que funciona melhor lá em casa? Que “truques” descobriu? Que estratégias usa? Que sugestões poderia dar à mãe que escreveu o texto acima?

Partilhe connosco e com os leitores do nosso blog as suas ideias e sugestões!