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Cereais, leite e muita animação: como manter a calma?

26 de Julho, 2010

Dicas e estratégias para não repetir muitas vezes “queres ajuda”, para tomar o pequeno-almoço mais rápido, para lavar as mãos, para lavar os dentes e para vestir. O meu filho tem 2 anos e 3 meses e de manhã começamos a dar cereais (para a idade dele sem adição de açucares) com leite e os primeiros dias comeu rápido e pela mão dele mas agora demora mais tempo e no fim pede ajuda para eu acabar de lhe dar á boca. Sei que pede ajuda pois eu insisto bastante para ele comer rápido e pergunto se quer ajuda. Sei que acorda bem mas depois quando começa a comer fica mole e demora muito para acabar de comer e depois para lavar os dentes a cara e as mãos tenho que estar sempre a insistir e a ameaçar que me vou embora e só assim é que ele se apreça. Tem algumas sugestões para manter a calma e não stressar de manhã e tentar que ele faça as coisas mais rápido sem estar sempre a repetir rápido, sei que assim é contraproducente, queria sugestões ou brincadeiras para serem mais rápidas as manhãs e mais divertidas. (A.H.)

Olá, A.

Obrigada pelo contacto. O seu email dá conta de que é uma mãe preocupada – com o seu filho e com a forma como deseja desempenhar o seu papel de mãe.

Gostaria de começar por partilhar uma ideia central do coaching parental – a A. apenas pode alterar o seu comportamento, por mais que tente, não consegue garantir que o seu filho faça o que deseja. Essa opção é dele. No entanto, transformar as suas manhãs é possível – torná-las mais divertidas e calmas, como refere. Para que possa encontrar o que melhor funciona consigo, deixo-lhe algumas perguntas para reflectir:

- O que acontecerá se o seu filho não comer todos os cereais que lhe coloca no prato? Como encara a hipótese de ser ele a servir-se (com a sua ajuda ou sozinho)? Tem que comer cereais todos os dias da semana ou haverá outras alternativas? Quais? Será que há dias em que precise de se despachar mais cedo e em que pode optar por outro tipo de refeição? Que dias poderão ser diferentes e o que comerá nessas ocasiões?

- Quando refere que “ameaça” ir-se embora sem ele, acha que estaria disposta a implementar essa consequência? É importante que o seu filho conheça as consequências do comportamento, para depois se poder escolher livremente o que quer fazer, mas… se as consequências não acontecem… Que mensagem estará a transmitir ao seu filho?

- Quanto ao manter-se calma, só depende de si. Pensar antecipadamente o que a mantém nesse estado e perceber o que faz accionar o seu “botão do stress”, é importante, pois assim poderá definir um plano de acção. Quando o seu filho começar a atrasar-se, o que vai querer dizer-lhe? O que vai querer fazer? Como se quer sentir nessa situação?

Deixo-lhe o link para dois post anteriores, publicados no blog cuja temática era mesmo esta – “Estamos atrasados?”: Como gerir o stress matinal” e “Estamos atrasados?”: agir para reagir ao stress matinal”

Se sentir que necessita do nosso apoio para ultrapassar esta ou outra situação, contacte-nos.

Boas manhãs e até breve!

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Férias de pais separados: Desafios a dobrar!

22 de Julho, 2010

Acabei de me divorciar e os meus filhos têm 4 e 6 anos. O processo foi relativamente pacifico e muito cauteloso em relação ás crianças – guarda partilhada – de forma a que as rotinas delas fossem impactadas o menor possivel (ama segue continua com os meninos na casa do pai e da mae, mae e pai moram a 500mt de distancia, manutenção de rotinas de casa e de lazer. Chegam as férias e são 15 dias com o pai e 15 dias com a mãe. Pergunto-me se será saudável e/ou benéfico que a meio desse periodo de férias as crianças devam ver o outro progenitor ou se isso poderá gerar instabilidade nelas. Obrigada. S.

Antes de mais nada, deixe-me felicitá-la por ser uma mãe extraordinária – a sua preocupação em descobrir o que é melhor para si e para os seus filhos revela-se através do esforço que tem feito para encontrar as soluções que melhor funcionam para todos. Muitos Parabéns!
 
Agora vou ajudá-la a descobrir como poderá continuar este trabalho de mãe de uma forma satisfatória para si e que vá ao encontro das suas preocupações com as férias.
 
A sua preocupação é bastante específica: que benefícios (e provavelmente pretende saber também que desvantagens) poderá ter o facto de as crianças verem o pai quando estão de férias com a mãe e o inverso.
 
Para a ajudar a descobrir a sua resposta, vou dar-lhe algumas pistas para reflexão. Ao descobrir as suas respostas às perguntas que lhe envio de forma sincera e honesta, estará a descobrir a sua escolha pessoal – aquela que é fundamentada na sua reflexão, que é consciente e que consequentemente, poderá pôr em prática de forma tranquila e segura!
 
Como provavelmente saberá, o coaching parental ajuda-a a descobrir o que é verdadeiramente importante para si. Sabemos que é a melhor especialista na sua família e que conhece os seus filhos como ninguém e este conhecimento ser-lhe-á muito útil ao descobrir a melhor alternativa. Quero alertá-la para três factos muito importantes:
 
- Não há escolhas perfeitas – provavelmente a decisão que tomar terá desvantagens. É importante ter consciência delas e estar disposta a aceitá-las!
- Há coisas que não dependem de si – é importante que se foque no que depende de si para evitar a frustração!
- A S. apenas pode garantir os seus sentimentos e pensamentos – mesmo que escolha tendo em conta a felicidade dos seus filhos, não poderá garantir como eles se irão sentir. Esta é uma das razões porque é tão importante descobrir as suas razões.
 
Aqui vão, então, algumas perguntas que lhe permitirão clarificar as ideias relativamente à questão que a preocupa:
 
- Para começar, foque-se nos 15 dias que os seus filhos estarão consigo de férias. Para si é importante que eles estejam com o pai? Porquê? Que benefícios retiraria a S. desta visita? Que benefícios retirariam os seus filhos desta visita? E, por outro lado, que prejuízos poderia esta visita trazer para si? E para os seus filhos? Consegue imaginar de que forma poderia lidar com estes prejuízos? Como poderia preveni-los ou diminuir o seu impacto? Está disposta a fazê-lo? Ou parece-lhe que os benefícios eventuais não compensariam os prejuízos? Sugiro-lhe que escreva as suas respostas numa folha: faça o registo separado para os seus filhos e para si.
- Se chegar à conclusão que quer que os seus filhos estejam com o pai durante o período de férias que passam consigo, o que precisa de fazer para que tal aconteça? Como é fácil de constatar, este objectivo não depende apenas de si – o pai quer estar com eles nesse período? O que depende de si para promover esta visita? Como se sentirá se ela não acontecer?
 
- Agora foque-se nos 15 dias que eles estão com o pai. É importante para si vê-los durante este período? Faça novamente as mesmas perguntas e registe as respostas: Que benefícios retiraria a S. desta visita? Que benefícios retirariam os seus filhos desta visita? E, por outro lado, que prejuízos poderia esta visita trazer para si? E para os seus filhos? Consegue imaginar de que forma poderia lidar com estes prejuízos? Como poderia preveni-los ou diminuir o seu impacto? Está disposta a fazê-lo? Ou parece-lhe que os benefícios eventuais não compensariam os prejuízos?
- Se chegar à conclusão que deseja estar com os seus filhos durante este período o que depende de si? O que pode fazer para que tal aconteça?
 
- Agora uma última questão: se estas visitas não forem importantes para si (uma, a outra ou ambas), que benefícios e prejuízos poderá ter o facto de não acontecerem para si e para os seus filhos?
 
Lembre-se que as questões que lhe envio servem para a ajudar a clarificar o que é importante para si e que recursos tem ao seu alcance para concretizar o que deseja. Tenho a certeza de que a S. tem os recursos pessoais para escolher a melhor alternativa e para lidar com as consequências menos boas da sua escolha!
 
Se necessitar de ajuda adicional, não hesite em contactar-nos novamente, e… Boas férias!

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Dá que pensar… As rotinas são imprescindíveis ou incómodas?

20 de Julho, 2010
“Todas as nossas escolhas têm consequências, no presente e no futuro. Temos de enfrentar essas consequências com sinceridade e coragem e, só então, decidir que tipo de vida queremos levar.”
Susy Welsh

Muitos dos pais com quem nos cruzamos no nosso trabalho se debatem com questões relacionadas com as rotinas: “Será importante ser rígido com as rotinas?”, “Como posso quebrar uma rotina sem pôr em causa a minha autoridade de mãe?”, “Estarei a prejudicar a minha filha quando tenho dificuldades em manter uma rotina?”, “Tenho verdadeiras lutas com o meu filho para implementar rotinas…”

As férias são a quebra de rotina por excelência. Quase nos atrevemos a dizer que “quebra de rotina” pode ser uma boa definição para férias…

O que fazer, então, para nos sentirmos pais seguros, tranquilos e confiantes nesta situação?

Gostaríamos de começar por responder a esta questão sugerindo que descubra como se sente em relação às quebras de rotina. Como o fazem sentir? Há pais e mães que adoram quebrar as rotinas: vêem neste processo uma oportunidade de experimentar coisas novas, de mostar aos filhos como se pode viver a vida de formas diferentes. Outros sentem-se no seu melhor quando as rotinas são assimiladas lá em casa e todos sabem com o que podem contar – vêem nesta estrutura uma forma de transmitir segurança e estabilidade.

Reparou como a sua posição em relação às rotinas está imbuída dos seus valores pessoais? Que oportunidade fantástica para se conhecer melhor!

Para os primeiros, o desafio surge quando os filhos resistem ao seu entusiasmo com as quebras de rotina. Para os segundos, os momentos verdadeiramente desafiantes ocorrem quando é imperetrível quebrar as rotinas.

Nestes momentos de desafio, experimente parar e pensar: o que me assusta nesta situação? De que tenho medo?

De seguida enfrente o seu medo! Se o que o assusta na situação que escolheu acontecer, de que recursos dispõe para lidar com ela?

Relembramos que antecipar pode ajudar-nos a descobrir o que queremos fazer quando a situação surgir, mas também pode ser uma pré-ocupação: se o que tememos não se concretizar teremos dispendido tempo e energia preciosos sem necessidade…

Viva o momento e confie nos seus recursos pessoais! A sua família irá agradecer! E lembre-se que é o maior especialista na sua família.

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Dá que pensar… Férias grandes: tédio ou treino?

15 de Julho, 2010

No passado domingo, numa das revistas que acompanham os jornais de fim de semana vinham dois textos curiosamente opostos sobre as férias de Verão. Queremos desafiá-lo a lê-los e a dar-nos a sua opinião.

No primeiro é referida a importância de as crianças realizarem TPC’s durante as férias. Uma das mães entrevistadas refere que “Os miúdos são como os atletas, se ficam muito tempo sem treinar, quando regressam têm um rendimento quase nulo” : TPC nas férias

No segundo texto, mais curto, a editora executiva da revista recorda as férias de Verão de há 3 décadas, quando as férias grandes se arrastavam por longos meses. A autora deste texto afirma que “Tínhamos em excesso tempo para não fazer nada. Assim aprendemos o que era o tédio. (…) O tédio era muito útil para, sem o percebermos, reflectirmos sobre a vida. E crescer por dentro(…).”: Tédio

Gostávamos de saber com qual destes textos se identifica mais: Concorda com a autora do texto “Tédio” quando afirma que “Às crianças de hoje faz falta este tempo para se aborrecerem.”? Ou está de acordo com o artigo “TPC nas férias” onde se lê que “Durante as férias, as crianças deveriam estudar trinta a quarenta minutos, de segunda a sexta-feira, para não perderem os hábitos de trabalho e a rotina da escrita e da leitura:”?

Gostávamos que fizesse esta reflexão adoptando três perspectivas distintas: que se recorde das suas férias grandes, que pense nas suas férias do trabalho actuais e que se coloque nos seu papel de pai ou de mãe. Nota diferenças na sua opinião em cada uma destas diferentes perspectivas? Partilhe connosco a sua opinião!

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Dá que pensar… Eu gosto é do Verão! Ou talvez não…

30 de Junho, 2010

Mesmo que, para si (o pai ou a mãe) as férias ainda sejam uma miragem, é provavel que, para os seus filhos, já sejam uma realidade. E, para a Natureza, já é, sem dúvidas, Verão!

Dias mais longos, tempo mais ameno, horários menos exigentes para os filhos… o que faz com todos estes sinais que lhe dizem que o ritmo poderá ser outro?

Hoje trazemos-lhe algumas pistas de como poderá aproveitar esta época o ano de forma especial na sua família, e tirar partido de momentos diferentes em conjunto:

- Viva es excepções! Comem sopa todos os dias? Invente o dia por semana sem sopa! Vão para a sama sempre a horas? Invente o dia de deitar tarde! Tomam banho diariamente? Proponha o dia sem banho! Qual é a sua regra mais importante? Pense como poderia propor-lhe uma excepção. Se já tem excepções para muitas regras, pense naquela à qual não admite excepções e ouse…

- Viva as confusões! Aproveite para propor finais de dia ou fins de semana com momentos diferentes: aqueles em que os brinquedos não precisam de ser arrumados, ou aqueles em que podem fazer a sua própria comida inventada ( já experimentou deixá-los brincar com ingredientes da cozinha? Mesmo que o resultado não seja para comer?

- Viva os mergulhões! Mesmo que more longe da praia, pense na água como um recurso em quase todo o lado! No quintal, nos sistemas de rega de um parque público, na casa de banho, na piscina municipal, ou mesmo na mesa da cozinha com um plástico no chão…

- Viva os trambolhões! Correr, andar de bicicleta, jogar à bola, corrida de obstáculos (mesmo dentro de casa), cambalhotas na relva, escrever na terra… explore o ar livre com os seus filhos. E, de vez em quando (ou sempre), faça com eles.

- Viva os foliões! Noitadas com os filhos? Claro que sim! Um gelado no café da esquina depois de jantar, uma ida à praia ou ao parque à noite, a sessão de cinema das 20h, os carrosseis da feira mais próxima. Vai ver a excitação que é sair à noite!

- Viva as diversões! Faça tudo isto ou invente a sua própria diversão e…. Viva os Verões!

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Onde procuram ajuda os pais?

28 de Junho, 2010

Quando sinto que preciso de ajuda para desempenhar… » ProProfs Poll Maker
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Onde procuram ajuda as mães?

28 de Junho, 2010

Quando sinto que preciso de ajuda para desempenhar… » make web polls
Tags : family parenting help
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Dá que pensar… As férias são de quem?

24 de Junho, 2010
Quando eu era pequeno fazia o que o meu pai queria. Agora tenho que fazer o que o meu filho quer. O meu problema é: quando é que vou fazer o que eu quero?”
Sam Levenson

Mesmo que as férias, para si, ainda sejam uma realidade distante hoje queremos sugerir-lhe que faça uma pausa e pense:

De quem vão ser as férias deste ano? Dos filhos? Dos pais? Da escola? Dos horários? Das obrigações?

Se optasse por olhar para as férias como um tempo para si, o que decidiria fazer? Quem estaria presente? Como seria o dia ideal? Como escolheria relacionar-se com os seus filhos neste período? Quer tirar férias de quê?

Liberte-se das culpas e aproveite os momentos depois de ler esta nota para reflectir sobre o que seriam as férias ideiais! O que estaria presente, de certeza nas suas férias e o que escolheria deixar de lado?

O que é REALMENTE importante para si nas férias? De que quer usufruir, o que quer trazer desse período, que experiências gostaria de viver?

Quer estar mais com os seus filhos? Quer estar menos com os seus filhos? Quer ter menos tarefas domésticas? Quer ter mais tarefas domésticas? Quer tempo só para si? Quer tempo para estar com os amigos? Se pudesse escolher só uma coisa para tirar das suas próximas férias qual seria ela?

Se já escolheu – pense: de que forma poderia organizar-se para ter umas férias que contenham pelo menos um elemento que é verdadeiramente importante para si?

Um dia destes falaremos das férias dos seus filhos. Hoje disfrute deste tempo para si…

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Dá que pensar… A confiança mútua cultiva-se, basta regá-la.Partilhar

24 de Junho, 2010

“…conversar, conversar, conversar. Não os deixar quietinhos a conversar com as suas “maquinazitas” e os pais a conversar ao telemóvel. (…) Conversar sempre do que se passa na escola e no trabalho, (…) conversar do que nós fazíamos quando éramos filhos (…) mostrando os amigos que temos (…) os pais têm que se interessar pelos amigos do filhos. Interessar, não fiscalizar.”
Javier Urra

O diálogo rega a relação de confiança pais – filhos. Desde a infância, passando pela adolescência e juventude… E até na vida adulta o diálogo ocupa um lugar central na relação entre pais e filhos.

Que tempo tem dedicado a conversar com os seus filhos? Na última semana, que momentos diálogo e partilha existiram entre vocês?

Pense então no que gostaria de fazer diferente na próxima semana. Olhe para a sua agenda: “Quando poderá criar a oportunidade para falar do que vos vai na alma?” Não encontra espaço? E transformar as rotinas em instantes especiais? Por exemplo, uma viagem de carro (seja um percurso curto ou longo, pouco importa) – tem assistência assegurada! Uma ida ao supermercado…

Do que conversar? Pode ser a questão seguinte. E que tal aproveitar as sugestões de Javier Urra, grande especialista em questões da adolescência?

- Como foi o seu dia?
- O que espera encontrar no trabalho? Que desafios tem para superar por lá?
- Relatar que tem um colega com quem não simpatiza e partilhar como lida com a situação.
- Ou falar do Verão, do que fazia nas férias grandes quando era mais novo….

E ouvir, claro! Lembre-se que é importante interessar-se pelo que o seu filho lhe conta. Interessar-se sinceramente, de coração aberto, sem censuras, nem fiscalizações…

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Dá que pensar… os adolescentes têm segredos. E os pais também!

14 de Junho, 2010
“É normal e saudável que haja coisas que se mantenham em segredo, especialmente as que se prendem com a intimidade.”
Javier Urra

Javier Urra aplicou um questionário relativamente extenso a pais e filhos adolescentes portugueses e publicou um livro com os resultados que obteve. Nesse livro, “O que ocultam os nossos filhos”, o autor fala do que pais e filhos não dizem uns aos outros.

Javier Urra ajuda-nos a lembrar que podemos escolher não partilhar determinadas coisas com os nossos filhos. E que podemos decidir como lidamos com as coisas que os nossos filhos decidem não partilhar connosco (sobretudo na adolescência, mas não só).

Aproveite esta nota e reflicta um pouco sobre estas questões:
- O que escolhe partilhar ou não partilhar com os seus filhos? Essa escolha é consciente ou deixa que os acontecimentos vão correndo sem pensar muito sobre ela?
- Será que ao optar por não partilhar determinadas vivências, pensamentos, preocupações ou experiências suas com os seus filhos, pretende passar a imagem do pai ou ~da mãe “perfeito”? Que mensagem passa aos seus filhos se for este o caso?
- Como se sente, como lida, como gere os sentimentos que despoleta em si o facto de saber que os seus filhos não falam consigo sobre tudo? Como lida com o lado mais intímo das suas vidas?

Em suma, como são os silêncios lá por casa, incómodos e assustadores, ou aceites e respeitados? Decida como quer viver e gerir os silêncios da sua família!